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Vida que Segue
Somos as dores dos ombros que carregam enxadas. Os calos nos dedos. Somos as serras e os machados que cortam madeira. As faces escurecidas pelo carvão que move a fábrica, que move o trem. Madeira e carvão. Café com pão, café com pão. Indivíduos-locomotiva, tordos silenciados, calados com as bocas de arroz e feijão. Um passo atrás do outro, encontrando o sol que entra pelas rachaduras das paredes de gesso da opressão.
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